Os jovens e adolescentes da Assprom participaram, neste mês, de visitas guiadas à exposição “Habitar o /In/Visível Coabitar a Cidade”, na Casa Rosada Gasmig, em Belo Horizonte. A atividade integrou o Projeto Conhecendo a Cidade e ampliou o olhar dos aprendizes sobre a história e os espaços urbanos da capital.
Com curadoria de Marconi Drummond e Maurício Meirelles, a mostra compõe o novo espaço cultural do Minas Tênis Clube. Nesse sentido, a exposição apresenta diferentes camadas de memória que formam Belo Horizonte, conectando passado e presente.
Olhar para o passado
Durante a visita, os participantes refletiram sobre a história da cidade desde o período do Curral Del Rei; ao mesmo tempo, o percurso trouxe referências a tempos mais antigos, com destaque para artefatos líticos e arqueológicos.
A partir disso, surgiram questionamentos sobre quem ocupava o território antes da fundação da capital. Assim, a proposta incentivou os jovens a pensar a cidade para além de sua construção oficial.
Cidade, identidade e pertencimento
Ao longo da mediação, as turmas analisaram de forma crítica a formação de Belo Horizonte, uma das primeiras cidades planejadas do país. Por outro lado, também discutiram como o projeto urbano inicial não contemplou toda a população.
Os mediadores Miguel Silva e Júlia Rios conduziram o percurso e destacaram a importância da ocupação dos espaços públicos. Como resultado, os participantes relacionaram história, consumo e identidade. “Quando a gente tem noção da história, começamos a perceber porque consumimos o que consumimos”, afirmou Miguel.
A experiência despertou grande interesse entre os participantes: Por exemplo, Guilherme Lorenzo, da turma 11B/25, ressaltou o impacto da atividade em sua formação. “Ajuda a criar uma bagagem de conhecimento melhor sobre nossa cidade, conhecendo melhor a história de BH”, disse.
Por fim, com obras contemporâneas, mapas, livros e recursos multimídia, a exposição proporcionou uma imersão acessível e conectada à realidade dos jovens.