A arte como forma de expressão, descoberta e liberdade criativa marcou a Oficina de Introdução às Artes Visuais da Assprom. Ao longo de seis aulas, os participantes conheceram diferentes estilos artísticos, aprenderam técnicas tradicionais de pintura e produziram seus próprios quadros a óleo, sob orientação do professor de artes Diego Stuart.
Antes de iniciarem as atividades práticas, os jovens visitaram o Palácio das Artes. Durante o passeio, percorreram diferentes exposições e observaram obras variadas, ampliando o contato com manifestações artísticas e suas possibilidades de interpretação.
Da técnica à expressão individual
Nas aulas seguintes, os participantes aprenderam técnicas clássicas de pintura, com referências a movimentos como o Renascimento e o Barroco. Entre os conteúdos apresentados, estavam a preparação da tela e os estudos de luz e sombra, que ajudaram a construir as primeiras etapas das pinturas.
Após conhecerem os fundamentos técnicos, os jovens receberam liberdade para escolher a temática de seus quadros. Assim, cada participante pôde experimentar os conhecimentos adquiridos e desenvolver uma produção própria, com características e escolhas individuais.
Segundo Diego, o objetivo era, principalmente, não limitar a criatividade dos participantes. “Passadas as técnicas, cada um foi para uma direção diferente, e trabalhou de uma forma diferente. Isso é o que eu acho mais sensacional do fazer artístico”, destacou o professor.
Ele também ressaltou a importância de valorizar o processo criativo, e não apenas o resultado final. Para o professor, a arte oferece aos jovens trabalhadores uma oportunidade de experimentar a liberdade de criação em um contexto diferente daquele encontrado no mercado de trabalho.
“A criatividade é essa coisa que não precisa, no final das contas, ter um objetivo”, explicou. O professor acrescentou que as atividades buscam oferecer aos aprendizes e adolescentes trabalhadores um espaço para exercer a criatividade sem a pressão de cumprir metas ou entregar um produto pronto.
Aprender com o processo
Além de desenvolver habilidades técnicas, a oficina incentivou os participantes a reconhecerem suas próprias características artísticas. Para o aprendiz Guilherme Felipe Ventura Pinto, as atividades reforçaram a importância de valorizar a singularidade de cada produção, inclusive os erros que fazem parte do aprendizado.
“A questão do erro, de trabalhar o erro como parte da sua singularidade, é uma coisa que […] reforçou bastante isso; essa noção de valorizar seu traço, aquilo que te constitui”, contou Guilherme.
A experiência também despertou novos interesses profissionais. O aprendiz afirmou que pretende fazer cursos profissionalizantes na área artística e compartilhou sua percepção sobre a presença da arte no cotidiano.
“A arte está em tudo, né? No dia a dia, num abraço, em algo que passa despercebido… Está no olhar de cada um”, refletiu.
Um espaço para compartilhar as produções
A última aula contou com um ateliê aberto, que recebeu colaboradores, estagiários e aprendizes da Assprom. A iniciativa permitiu que os participantes apresentassem os quadros produzidos durante a oficina e compartilhassem o resultado do processo de aprendizagem.
Para Diego, ver os jovens aplicando as técnicas apresentadas e chegando a resultados tão diferentes foi uma das principais satisfações da experiência. Ao final das seis aulas, as produções evidenciaram como o conhecimento técnico pode servir de ponto de partida para diferentes formas de expressão.
Mais do que aprender procedimentos de pintura, os participantes tiveram a oportunidade de experimentar materiais, explorar ideias e desenvolver um olhar próprio sobre a arte.
