Na manhã da última terça-feira (10/03), a Assprom realizou, em seu auditório, um encontro interno voltado à apresentação das metodologias aplicadas nos cursos e atividades dos Programas Adolescente Trabalhador e Aprendizagem. O encontro, realizado das 8h30 às 11h30, reuniu superintendente, assessores, coordenadores, educadores sociais e profissionais de diferentes áreas da instituição.
A iniciativa faz parte das ações previstas no Planejamento Estratégico da instituição, desenvolvido em parceria com a Fundação Dom Cabral, e teve como objetivo compartilhar práticas pedagógicas, discutir experiências educativas e ampliar o conhecimento institucional sobre as metodologias utilizadas na formação dos adolescentes e jovens atendidos pela Assprom.
A abertura do encontro foi conduzida pela superintendente de Educação para o Trabalho, Rosânia Alves Teles, que destacou a importância da integração entre as equipes e da valorização das práticas pedagógicas desenvolvidas pela instituição. “Momentos como este são fundamentais para fortalecer a integração entre as áreas e dar visibilidade ao trabalho pedagógico desenvolvido pela entidade. Quando compartilhamos metodologias, experiências e resultados, ampliamos nossa capacidade de aprimorar continuamente as práticas educativas e oferecer uma formação cada vez mais significativa para os adolescentes e jovens atendidos pelos nossos programas”, ressaltou.
Metodologias que estimulam o protagonismo juvenil
Durante o encontro, os educadores sociais Thais Pimentel, Adriana Carla Figueiredo e Leonardo Prates apresentaram diferentes abordagens pedagógicas utilizadas nos programas institucionais, com destaque para o uso das metodologias ativas de aprendizagem.
O modelo utilizado incentiva a participação ativa dos jovens no processo educativo, estimulando o pensamento crítico, a autonomia e o protagonismo no aprendizado.
Segundo o educador social Leonardo Prates, esse formato transforma a relação do jovem com o conhecimento. “Nas metodologias ativas, o jovem deixa de ser apenas receptor de conteúdo e passa a participar diretamente do processo educativo. Ele aprende por meio da ação, da experimentação e da resolução de desafios, o que torna o aprendizado mais significativo. Nesse contexto, o educador assume o papel de mediador do conhecimento, incentivando a troca de experiências, a comunicação e o aprendizado colaborativo, respeitando as diferentes realidades e ritmos de cada jovem”, explicou.
Estratégias pedagógicas inovadoras
Os educadores sociais apresentaram diversas estratégias pedagógicas utilizadas nas atividades com os jovens.
Entre as metodologias destacadas estão a aprendizagem baseada em problemas, o desenvolvimento de projetos, a gamificação, a sala de aula invertida — em que os próprios jovens apresentam conteúdos — e o storytelling, que utiliza narrativas e situações inspiradas em casos reais ou hipotéticos para estimular o raciocínio e a reflexão.
Também foram apresentadas dinâmicas educativas que envolvem desafios, enigmas, leituras e atividades colaborativas. Algumas propostas são inspiradas em jogos e na resolução de problemas, como atividades semelhantes a escape rooms e bingos educativos, que estimulam o trabalho em equipe e o pensamento estratégico.
Outro conceito abordado foi o modelo maker, que incentiva o aprendizado por meio da prática — o chamado “aprender fazendo”. Nesse contexto, os educadores destacaram ainda a importância de orientar os jovens sobre o uso consciente das tecnologias digitais, abordando temas como segurança na internet, golpes virtuais e o uso responsável da inteligência artificial como ferramenta de aprendizagem.
Pesquisa aponta impacto positivo da formação
Durante o encontro, o assessor técnico da Superintendência de Educação para o Trabalho, Márcio Caldeira, apresentou os resultados de uma pesquisa institucional realizada com adolescentes atendidos pela Assprom. O levantamento contou com 26 perguntas relacionadas ao perfil dos jovens e ao impacto da formação oferecida pela instituição.
De acordo com os dados apresentados, a percepção dos participantes sobre a experiência na instituição é amplamente positiva, especialmente em relação à formação profissional.
“Um dado importante observado na pesquisa é que, quanto maior o tempo de permanência do jovem na Assprom, maior é a sua percepção de mudanças em seu comportamento, sua forma de agir e de pensar, dentre outros aspectos. Os resultados reforçam que um dos diferenciais da entidade é o ambiente educativo, formativo e acolhedor, que contribui para o desenvolvimento pessoal, o amadurecimento e o fortalecimento dos vínculos dos jovens ao longo de sua trajetória na instituição”, destacou Márcio.
Ao final do encontro, a superintendente Rosânia Teles também informou aos participantes sobre o espaço temático criado no 4º andar da instituição, destacando a importância de que os profissionais conheçam e utilizem o local como apoio às atividades pedagógicas desenvolvidas com os jovens.
O encontro foi encerrado com um momento de diálogo e troca de experiências entre os participantes, fortalecendo a integração entre as áreas e ampliando o conhecimento institucional sobre as práticas educativas desenvolvidas na entidade.
Para a educadora social Vanusa Silva, o momento foi importante para aproximar as equipes e valorizar o trabalho desenvolvido pelas diferentes áreas. “O encontro foi muito importante, pois tivemos troca de informações entre as divisões e pudemos conhecer melhor o trabalho realizado por cada área da instituição”, destacou.
A iniciativa reforça o compromisso da Assprom com a inovação pedagógica, a qualidade da formação e o desenvolvimento integral dos adolescentes e jovens, preparando-os para os desafios do mundo do trabalho e da cidadania.