Projeto “Conhecendo a Cidade” leva adolescentes e jovens da Assprom ao espetáculo Marcas do Tempo

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Como parte das ações do projeto “Conhecendo a Cidade”, promovido de forma contínua pela Assprom, adolescentes e jovens da turma 009B/25 participaram, no mês de abril, de uma vivência cultural no Centro Cultural Padre Eustáquio, onde assistiram ao espetáculo “Marcas do Tempo”, da artista Maria Célia Nunes.

A peça abordou o contexto histórico brasileiro e suas raízes etnoculturais, por meio de diferentes personagens que deram voz à memória coletiva do país. Com uma linguagem envolvente, marcada por humor, música e sensibilidade, o espetáculo levou os jovens a refletirem sobre as marcas deixadas pela colonização na sociedade contemporânea.

A aprendiza Gabriela Vitória Soares achou importante a forma como a peça foi apresentada: “A transição das cenas e as passagens do tempo foram surpreendentes. Em determinados momentos, tive dificuldade para entender o contexto ou algumas falas cujo significado eu não conhecia, mas isso não atrapalhou em nada a absorção da peça. Creio que seja importante para a descoberta de novos lugares, artes e para aprender coisas novas”.

A atividade revelou-se uma poderosa ferramenta de aprendizado e sensibilização. A educadora social Vanessa Guimarães, responsável pelo projeto, destacou que experiências como essa ampliam o repertório cultural dos jovens, promovem identificação com as temáticas abordadas e evidenciam a importância do acesso à arte de forma descentralizada. “Muitos dos participantes nunca haviam assistido a uma peça de teatro ou visitado o espaço cultural. Mais do que acessar a história oficial do país, é essencial refletir sobre a trajetória dos povos originários, repensar o presente e imaginar um futuro mais consciente e justo”, pontuou a educadora.

A profundidade dos temas tratados em cena também impactou os participantes de forma emocional, despertando empatia e interesse pela história. “Eu achei os conteúdos muito interessantes, a forma como eles conseguiram me prender com o mistério, a dor e a tristeza de cada história contada. Me marcou a parte do menino que foi pego e teve seus pais mortos no período da escravatura. Consegui compreender o que foi dito e me coloquei no lugar das pessoas, das histórias contadas”, ressaltou o aprendiz Douglas Emanuel Mendes.

Vivências como essa reforçam a missão da Assprom de contribuir para a formação integral dos adolescentes e jovens, por meio de experiências que ampliam horizontes e promovem o desenvolvimento de consciência crítica e cidadã.

A Assprom agradece ao Centro Cultural Padre Eustáquio pelo convite e aos atores da peça “Marcas do Tempo” pela apresentação inspiradora — uma iniciativa que certamente continuará gerando impactos positivos nas trajetórias dos jovens atendidos.

 

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