Atividade promove reflexões sobre gênero, diversidade e igualdade entre jovens aprendizes
A Assprom abriu o cronograma de 2026 do Projeto Identidade e Racialidade com uma roda de conversa sobre ‘mulheridades’. Integrada às ações do Mês da Mulher, a atividade promoveu debates sobre gênero, diversidade e direitos entre adolescentes trabalhadores e aprendizes.
Durante o encontro, os participantes discutiram o significado de ser mulher na sociedade atual. Além disso, refletiram sobre os desafios enfrentados em um cenário ainda marcado por desigualdades e violências contra o feminino. Dessa forma, a atividade incentivou o pensamento crítico e o diálogo entre os jovens.
Debate sobre diversidade e interseccionalidade
Segundo o educador social Hugo Lima, o Projeto Identidade e Racialidade tem adotado uma abordagem interseccional em suas ações; ou seja, a proposta parte da compreensão de que opressões e identidades não atuam de forma isolada, mas se cruzam e se potencializam em dimensões como raça, classe e gênero.
Para 2026, o objetivo é ampliar o debate; assim, as ações também passam a incluir discussões sobre orientações sexuais e identidades de gênero. Além disso, o projeto busca fortalecer espaços de diálogo sobre diversidade entre os jovens participantes.
Durante a atividade, os adolescentes refletiram sobre como estruturas sociais machistas podem aparecer em atitudes e falas cotidianas. Ao mesmo tempo, a roda de conversa incentivou o reconhecimento dessas práticas e a busca por mudanças.
A atividade contou com a contribuição da educadora social Isadora Albergaria, que enfatizou a urgência de se debater desigualdades estruturais com as novas gerações. “Falar sobre ‘mulheridades’ para as juventudes , é proporcionar reflexões reais sobre um cotidiano violento, ao qual o feminino ainda está submetido, em uma sociedade misógina”, afirma, ressaltando que promover esse debate é o caminho para se ampliar o senso crítico e a consciência social.
Juventude e construção de novas perspectivas
Para os adolescentes que participaram, a atividade foi um momento de grande aprendizado e reflexão. Nesse sentido, a aprendiza Luana Kelly Martins Santos destacou a importância de compreender o Dia Internacional da Mulher para além das homenagens.
Segundo ela, a conversa reforçou que a data representa a luta histórica das mulheres por direitos, respeito e igualdade. Além disso, a discussão trouxe reflexões sobre desigualdades que ainda persistem, como a violência de gênero e a falta de oportunidades em diferentes contextos.
“A gente aprende que ser mulher é ter direito ao respeito e à voz em todos os espaços. O dia 8 de março também é um momento para lembrar que a luta por igualdade continua”, afirmou.
Durante a atividade, os participantes também produziram cartazes com reflexões sobre o tema. Posteriormente, os materiais passarão a integrar o espaço temático do Mês da Mulher, montado para estimular o debate entre os jovens.
Além disso, a discussão incentivou manifestações artísticas e reflexivas após o encontro. A aprendiza Lis Souza Salomão, por exemplo, escreveu um poema inspirado nas reflexões da roda de conversa.
Em um dos trechos, a jovem destaca: “a maior resistência de uma mulher é continuar existindo”, frase que sintetiza o debate sobre enfrentamento à violência e valorização da vida das mulheres.
A roda de conversa integra o conjunto de atividades socioeducativas da Assprom. Ao promover debates, produções coletivas e espaços de expressão, a instituição amplia o contato dos jovens com temas sociais diversos e reforça a valorização da pluralidade de experiências e perspectivas.