Ex-Adolescente Trabalhador, Frederico Alves conta sua trajetória na Assprom e os caminhos que seguiu após a experiência no TJMG

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Em 2000, aos 16 anos, Frederico Alves de Barros ingressou no Programa Adolescente Trabalhador da Assprom em busca da sua primeira oportunidade no mercado de trabalho. Vindo da periferia de Belo Horizonte, ele não imaginava que aquele seria o início de uma trajetória que o levaria da condição de adolescente trabalhador à posição de Consultor Sênior Contábil em uma das maiores empresas de consultoria do mundo.

Entre cursos, estágios e oportunidades aproveitadas ao longo do caminho, Frederico construiu uma carreira sólida na área contábil. Mais de duas décadas depois, ele relembra como a Assprom foi fundamental para ampliar seus horizontes e transformar possibilidades em conquistas.

JORNAL DA ASSPROM: Como você conheceu a Assprom e o que o levou a participar do Programa Adolescente Trabalhador?

Frederico Alves: Conheci a Assprom por meio de vizinhos e familiares que já haviam participado da instituição.

Minha mãe sempre me ensinou que o trabalho dignifica e contribui para a formação do caráter. Ela acreditava que o programa seria uma oportunidade para que eu aprendesse a valorizar o trabalho, construísse um futuro melhor e permanecesse em um ambiente saudável, com boas referências.

Esses foram os principais motivos que a levaram a me inscrever no Programa Adolescente Trabalhador.

JORNAL DA ASSPROM: Como foi a experiência de trabalhar no setor de Comunicação do TJMG?

Frederico Alves: Foi uma experiência muito enriquecedora e gratificante. Durante minha atuação no setor de Comunicação do TJMG, tive contato com atividades relacionadas à logística, à administração e à gestão de recursos financeiros.

Além da experiência prática, os cursos oferecidos pela Assprom no período me proporcionaram conhecimentos básicos de contabilidade, recursos humanos e finanças, que contribuíram significativamente para o início da minha formação profissional.

JORNAL DA ASSPROM: Houve alguma atividade ou situação vivida naquela época que tenha marcado você especialmente?

Frederico Alves: Lembro com muito carinho de uma secretária do setor chamada Júlia. Ela sempre me inscrevia nos cursos oferecidos pela instituição e fazia questão de que eu participasse. Na época, eu nem sempre gostava, pois minhas atividades acabavam se acumulando durante os períodos dos cursos.

Hoje, porém, sou muito grato pela insistência e pelo incentivo dela. Os conhecimentos adquiridos nesses cursos se tornaram uma base importante para minha trajetória e ajudaram a formar o profissional que sou atualmente.

JORNAL DA ASSPROM: O que aconteceu profissionalmente depois que você encerrou sua participação no programa?

Frederico Alves: Após encerrar minha participação no Programa Adolescente Trabalhador, ingressei no Programa Novo Emprego (PRONEM), também promovido pela Assprom, por meio do qual realizei algumas atividades temporárias.

Em seguida, iniciei um estágio em um escritório de contabilidade, experiência que marcou o início da minha carreira na área e desde 2013, faço parte da Accenture, onde atualmente atuo como Consultor Sênior Contábil.

A Accenture é uma empresa global de consultoria, tecnologia e operações, com cerca de 799 mil profissionais e presença em mais de 120 países. Olhando para essa trajetória, tenho a certeza de que cada oportunidade aproveitada, desde os tempos da Assprom, foram fundamentais para chegar até aqui.

JORNAL DA ASSPROM: Como foi a decisão de cursar Ciências Contábeis e por que você escolheu essa área?

Frederico Alves: Costumo dizer que não fui eu quem escolheu a contabilidade, mas que foi a contabilidade que me escolheu.

Cerca de oito meses após o encerramento do meu contrato, fui indicado pelo PRONEM para participar de uma entrevista em um escritório de contabilidade. Mais uma vez, a Assprom estava contribuindo para minha trajetória. Ao chegar ao escritório, descobri que a oportunidade era para estágio. Como eu já havia concluído o ensino médio e não estava matriculado em nenhum curso, não atendia a esse requisito.

A entrevista aconteceu em uma sexta-feira. Perguntei se seria contratado caso retornasse na segunda-feira já matriculado em algum curso. A resposta foi positiva. Saí de lá pensando em como conseguiria encontrar um curso e realizar a matrícula em tão pouco tempo.

No caminho, encontrei um panfleto do SENAC divulgando um curso técnico em Contabilidade. Por coincidência, aquele era exatamente o último dia de inscrições. Como eu já havia me identificado com a área durante o curso de “Noções Básicas de Contabilidade” realizado no período em que participei da Assprom, decidi aproveitar a oportunidade e me matriculei.

Retornei ao escritório e fui contratado para o estágio. Após concluir o estágio e o curso técnico em Contabilidade, fui contratado por uma empresa do setor de construção civil, onde dei continuidade ao meu desenvolvimento profissional.

Paralelamente à minha atuação no mercado de trabalho, decidi aprofundar meus conhecimentos na área e ingressei no curso de Ciências Contábeis da Faculdade Milton Campos, onde me graduei posteriormente.

A partir daquele encontro inesperado com um panfleto, a contabilidade passou a fazer parte definitivamente da minha vida.

JORNAL DA ASSPROM: Quais competências que você desenvolveu ainda jovem continuam fazendo diferença no seu trabalho atualmente?

Frederico Alves: O comprometimento, a responsabilidade e a proatividade são competências que desenvolvi ainda jovem e que continuam presentes em minha atuação profissional. Também aprendi a buscar soluções criativas diante dos desafios, procurando não apenas identificar os problemas, mas contribuir efetivamente para resolvê-los.

JORNAL DA ASSPROM: Se pudesse conversar com o Frederico que estava começando como Adolescente Trabalhador, o que diria a ele?

Frederico Alves: Eu diria para nunca desistir dos seus sonhos e acreditar que todo esforço valerá a pena. Ao longo da vida, nem tudo acontece como planejamos, mas cada desafio traz um aprendizado. Esteja sempre preparado, mantenha a esperança e tenha coragem para seguir em frente. E quando surgir uma oportunidade, agarre-a sem medo, porque ela pode ser o primeiro passo para transformar seus sonhos em realidade.

JORNAL DA ASSPROM: Depois de tantos anos, o que a Assprom representa na sua história?

Frederico Alves: Tenho uma gratidão imensa pelas oportunidades que recebi e por todas as pessoas que fizeram parte dessa caminhada.

Fazer parte da Assprom não significou apenas conquistar meu primeiro trabalho. Foi enxergar que existiam caminhos e oportunidades que eu nem imaginava serem possíveis.

Meus sonhos eram simples, mas a Assprom me ajudou a acreditar que eu poderia ir muito mais longe.

Hoje, olhando para minha trajetória, tenho a certeza de que alcancei muito mais do que poderia imaginar quando entrei na instituição.

O adolescente trabalhador de ontem se tornou o profissional de hoje graças às oportunidades, aos aprendizados e às pessoas que acreditaram em meu potencial.

 

 

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