Na Assprom, José Roberto retomou os estudos e iniciou uma longa trajetória profissional

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Aos 16 anos, José Roberto Vieira Lima vivia entre empregos e períodos de desemprego. Sem recursos, chegou a interromper os estudos, apesar de manter o desejo de continuar aprendendo. Em 1976, sua trajetória ganhou um novo caminho com a chegada à Assprom, onde também teve a oportunidade de voltar à escola.

Nesta entrevista, ele relembra os primeiros anos de sua trajetória, as pessoas que marcaram sua passagem pela Assprom e a importância que os estudos tiveram em sua vida. Ele também compartilha uma mensagem para os jovens que ainda estão descobrindo qual caminho profissional seguir.

JORNAL DA ASSPROM: Como era sua vida quando você chegou à Assprom, em 1976?

José Roberto: Eu tinha 16 anos e vinha de uma sucessão de emprego e desemprego. Cheguei a parar de frequentar a escola por falta de recursos, embora a minha paixão sempre tenha sido estudar. A Assprom foi um anjo que apareceu na minha vida e voltei à escola.

JORNAL DA ASSPROM: Como você conheceu a Assprom e o que o levou a ingressar?

José Roberto: Eu conheci a Assprom como sucessora da antiga Guarda-Mirim, onde eu também trabalhei desde os 15 anos. Com a extinção da Guarda-Mrim, passei para a Assprom.

JORNAL DA ASSPROM: Onde você trabalhava e que função exercia lá?

José Roberto: Eu trabalhava na Assembleia Legislativa, na função de “office boy” à disposição dos Deputados. Lá eu aprendi que quem quer falar bem precisa de, primeiramente, saber ouvir.

JORNAL DA ASSPROM: Como você enxergava seu futuro naquele momento? Já imaginava seguir uma carreira como a que construiu?

José Roberto: Eu enxergava meu futuro como um caminho que passa inevitavelmente pelos estudos.

JORNAL DA ASSPROM: Como você se recorda da Assprom em seus primeiros anos de funcionamento?

José Roberto: Nunca me esquecerei das palestras e orientações do Sr. Geraldo Tito Sandim. Ele foi um grande mestre, desde o exemplo de conduta até o incentivo nas partidas de futebol que ele coordenava.

JORNAL DA ASSPROM: O que aconteceu depois que você deixou a Assprom? Qual foi o primeiro caminho que seguiu profissionalmente, e por quê?

José Roberto: Com a minha saída da Assprom aos 18 anos, alcancei alguns empregos e depois ingressei na Polícia Militar aos 23 anos. Depois trabalhei em diversas repartições públicas. Em 2013 eu me aposentei como delegado da Polícia Federal.

JORNAL DA ASSPROM: Como você definiria sua atuação profissional atualmente e quais foram os principais motivos que o levaram até ela?

José Roberto: Atualmente eu sou advogado, professor de direito e faço palestras sobre meu livro “Como Passei em 16 Concursos”. Também faço palestra para adolescentes pelo projeto voluntário da Comissão Direito na Escola da OAB/MG.

JORNAL DA ASSPROM: Sua trajetória passou por diferentes áreas e funções. Como foi esse processo de descobrir novos interesses e possibilidades?

José Roberto: Exerci vários e honrosos cargos públicos “nessa longa jornada da vida”. Esse processo passou pelo gosto de estudar e aprender. Acrescento que fiz dos concursos um meio de ascensão social.

JORNAL DA ASSPROM: O que você diria para um aprendiz que hoje está começando sua trajetória profissional e ainda não sabe qual caminho seguir?

José Roberto: Eu digo que as dúvidas sobre qual caminho seguir é normal, principalmente na adolescência. Mas, seja qual for o caminho, ele passa pela mais empolgante aventura da humanidade: a aventura de aprender.

 

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